sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

vila maria

canários da terra distantes da terra.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O triste não é ter paredes manchadas de bolor.
não é desgostoso aspirar esporos de fungo q pairam pelo quarto. Não, tais coisas não são tão ruins ou nocivas se defrontadas com outra referencia.

Tudo o mais, em comparação com a sensação de se respirar entre as pessoas de sua convivência o mesmo ar embolorado e os mesmos pensamentos impregnados de ranço provenientes destas pessoas é insignificante e menos desconfortável.

pensamentos carcomidos pelo mofo e exaladores de naftalina são mais danosos que a umidade lúgubre que brota das paredes perecendo, em sua tenaz devastação, o brilho das tintas e a pureza do novo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009


Escrevo na noite de hoje para apaziguar minha ansiedade. Cada palavra que se grafa pela folha electronicamente prensada sobre pixels de LCD do monitor captura segundos de ansiedade.

No fim da semana eu comprarei meu brinquedo. aquele q durante meses seguidos martelou minhas expectativas e desconfianças. meus planejamentos e horas infinitas de maceração de pensamentos por entre os fóruns da Internet.

Se tu pensas que se trata de uma troça viciante ou uma droga de efeito efusivo e alegrante enganar-se -á. Em casos assim me resta ter pena da tua mísera concepção dos prazeres e dos vícios. Sinto-me superior diante de tacanhas referencias e desejo com entusiasmo que tu enfie no rabo suas burras tão recheadas com o bojo dos preconceitos e limitações de interpretação.

Enfim. somo assim. Somos escravos. Escravos conduzidos ao constante e interminável ritmo de exploração e trabalho pelos arreios do consumo e da dependência do prazer gerado pelas posses., pelo ter , pelo pague e leve e depois jogue fora.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

suspiros em meio um sinlecio retumbante.,

E uma pena saber q hj escrevo com um peso sobre a alma. a de sentir o dia de hj como um dia triste. è infeliz escrever sob o contexto de um dia feio. Di aeste que esta formoso la fora e cinzento por dentro de min. Sensação cortante, que dói sem se saber por onde que ela dói. é desesperadora, é acida é desestimulante do futuro e desmotivadora do presente.

A definição melhor e a de que nunca me senti tão frustrado nos últimos dias.

Frustrado por saber que perdi o que nunca consegui. frustrado em pensar o quando um ou dois anos atrás me despertaram uma empolgação animadora e que me fazia sentir mais vivo, humano, macho e juvenil. Pena q hj eu defino essa empolgação como vã. como reles poeira q se esvaiu num contexto de lembranças e que nada encontraram de concreto a nao ser esperanças. esperanças que de coroaram.

Hj me sinto frustrado como em outras vezes nas quais desejei e não tive. cheguei perto e não vi, nasci e não vivi. Me acostumarei outra vez.
Ou será que não? é esta a pergunta caro leitor q não sei a resposta.

sou carente de certezas nesse instante como alias durante em toda minha vida.

Continuo me sentindo frustrado. aquilo que no ano passado me motivava a esperar pelos fins de semana não despertará a mesma ação catalisadora de emoções a partir de agora. Ou SerÁ q nÃo?!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Bello Horizonte, 01/02/2009

Nossas fumaças , nosso transpirar, nossos sopros rasgam um horizonte
Bom, a vida e feita de desapontamentos.

Cabe a nós a eterna disposição de se embebedar com os sucos que cada momento em sua singular essência pode proporcionar. fazer valer a pena o sopro de cada segundo que se respira mesmo sabendo que por mais q ele seja a garantia de sua vida naquele instante ele não representa nada dentro do curso do universo.

Cabe a nós se desvencilhar do sofrimento por antecipação. cabe a nos esperarmos mais de nós e menos do outro. não procurar nos outros as qualidades que queremos e saber valorizar aquelas que os outros possuem. Isso são apenas constatações de quem se sente vazio e procura palavras guias que valorizem a natureza das coisas.

Sinto uma puta vontade de querer fazer a vida valer a pena. mas e difícil materializar a referencia para o q seria este valer a pena.

De qualquer forma eu me sinto feliz quando pinto com a camera. mesmo q a maioria não enxergue tanta transmissão de quietude e encantamento divino em sombras impressas por lentes igual eu vejo não me importo. Me sinto enormemente alegrado com esta droga. A sensibilidade às Photos são a minha droga, meu regalo e a minha encantadora nóia. A caretice dos outros perante este vício em nenhum momento me estimula a querer ser careta feito eles. Em nenhum momento eu dejeso a capacidade da indiferença perante um retrato simplesmente, pelo fato de saber q tal indiferença é assentada entre a maioria.

Acredito que Eduardo Lara não deixa de mascar os rodopios de prazer dos tragos de tabaco pelo simples fato de ouvir um não fumante dizer-te que sente náuseas perante aquilo q para tantos é um maço de prazer, um feixe de gozos.


Vocifero com confiança que mereço santificar para mim os prazeres que a natureza me renegou como vícios, como intrínsecos ao deleite e a auto satisfação, como condicionantes para o sorriso de um dia onde tudo o mais pode ser sem sentido.

a composição desse dia foi sublime. o grandiosismo do ocaso mergulhado em paisagem foi sensacional. por mais q a cena possa transmitir traços de melancolia me resta desejar que o vega não suma ao longo dos tempos.